Na Arte de bem comunicar, a dimensão digital é fundamental na criação de uma marca pessoal. Humanizar o tema é o que garante a pegada digital, que nos permite gostar, seguir, querer saber mais sobre alguém que é, de alguma forma, relevante.

Os novos tempos exigem novas formas de comunicar. Como chegar a quem nos segue? De certeza que há mil novas formas de o fazer e, com certeza, maior regularidade.

Ao nível das empresas, há um caminho a trilhar que começa no CEO e é acompanhado pelas suas equipas. Um caminho rumo ao interior e ao exterior da empresa. Em direção a quem acompanha ou vai querer acompanhar a comunicação da empresa e que vê no CEO o seu principal porta-voz.

Ao CEO cabe passar o propósito – o seu e o da empresa, já que tudo está cada vez mais interligado. E a coerência é vital. Daqui parte a curiosidade de quem acompanha ou pode acompanhar os desígnios e desafios deste CEO, que são também os da sua empresa.

A exposição pública ganha outra dimensão. Outra relevância.

Há que somar a reputação – continuada ao longo de uma carreira – e a pegada digital. Há uma aproximação das duas que resulta numa espécie de marca pessoal com uma dimensão muito forte e sentida ao nível do digital. O CEO pode tornar-se a referência no seu setor e em outros espaços. Pelo que faz e pelo que partilha.

E desengane-se se julga que o digital está circunscrito a redes de amigos e profissionais. Há mundo para além das redes sociais. Há a partilha da participação em Conferências, Palestras, Aulas, sobretudo se acrescentar valor, com insights, com partilha de tendências, com as principais conclusões dos encontros. Há a partilha de documentos, de reptos sobre novas oportunidades de negócio, de novas tendências de mercado… Há espaço, sobretudo, para ganhar… espaço. Relevância. Enfim, dar maior forma à pegada que vamos querer seguir.

Uma única certeza: ser verdadeiro. Também no ambiente digital, se não mais importante, é imperioso ser único, real. Ninguém dá crédito ao fabricado. Por isso é absolutamente fundamental saber ao que vai.

Qual é a sua missão? Espere, não precisa de responder já. Pondere primeiro no que envolve a sua atuação no dia-a-dia, na liderança da sua empresa, no encarar da concorrência, na forma de conduzir o negócio. Dê espaço ao que é seu, ao que faz e como o faz. O que salta à vista? O que o distingue? Extraia os elementos estratégicos desta sua análise. Estaremos então a meio caminho de identificar a missão. O que vai ser o sentido que vai dar.

No final tem mesmo de se identificar com os traços que lhe forem identificados, na medida em que o resultado será um género de bilhete de viagem para um destino que tem de ser seu.

Ao saber o que quer, sabe que paragens lhe interessam ou não. Sabe se quer praia ou campo. Altas temperaturas ou tempo mais ameno. Se quer Oriente ou Ocidente. Construir a sua marca digital é isso mesmo: saber exatamente o que quer, para saber o que fazer, onde aparecer, com que tom e frequência.

Pronto para a viagem?

 

Claudia Nogueira, Managing Partner da PLUS

+ info: www.plus.com.pt

http://just-say-it.blogs.sapo.pt/

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.