ICCO World Report sobre mercado de PR

Foi sexta-feira publicado, no segundo dia da Cimeira da ICCO, em Oxford, o estudo anual sobre o setor das Relações Públicas e Comunicação (PR), com várias e interessantes conclusões. O estudo resulta de um research profundo realizado junto de mais de 2500 empresas de consultoria em relações públicas e comunicação, em 48 países em todos os continentes.

A primeira grande conclusão, que surpreende, sobretudo pelos tempos de turbulência e incerteza que estamos a viver, é o otimismo das empresas em relação ao futuro: numa escala de 1 para a 10 a média global é de exatamente 7, com países como o UK e a região do Médio Oriente, onde as pontuações são de respetivamente 8,1% e 8%. No fim da tabela estão as regiões da América Latina e o continente africano, com respostas menos otimistas de 5,9 e 6% respetivamente.

À pergunta sobre se esperam aumentar a rentabilidade, a resposta global é também positiva, embora mais moderada: 6,2% a nível global, com países como os EUA e o UK a liderar a tabela com 7,2 e 7% respetivamente. A América Latina é novamente quem acha que o crescimento na rentabilidade não é uma certeza, desta vez seguida pelos países da Europa ocidental, como Portugal, Espanha, França e Itália.

O Estudo realça três grandes tendências, que não sendo propriamente novidades, se estão a acentuar em relação a outras:

  • A primeira é a crescente importância dada à reputação das empresas pelos gestores. Há 10 anos, quando estavam a ser dados os primeiros passos sobre esta disciplina, muitos gestores desvalorizavam o tema e alguns consultores de topo portugueses inclusive desdenhavam. Hoje é consensual que a reputação é o principal ativo intangível das empresas.
  • A segunda tendência, de que também já falei neste blogue, é o crescente desvio de orçamentos de marketing para atividades de “earned media”, melhor compreendidas pelas empresas de PR, dando força à ideia de que os investimentos em publicidade digital são cada vez mais arriscados, sobretudo pelos fenómenos de AdBlocks e Digital Bots, que imitam o comportamento humano e enganam os anunciantes simulando milhões de clicks em banners e outras formas de publicidade digital.
  • A terceira grande tendência é que não só os clientes estão a olhar as empresas de PR como muito mais estratégicas e por isso estão a solicitar serviços adicionais não tradicionais, como estas se estão a adaptar a este novo mundo digital com muito mais facilidade do que as restantes empresas de serviços de marketing.

Estas duas últimas tendências apontam para uma conclusão incontroversa: O facto das empresas de PR estarem mais criativas, mais ágeis e com um conhecimento mais profundo dos clientes, fazem com estejam a ganhar a liderança da integração.

Essa foi a principal razão pela qual o Lift World foi construído há 4 anos. Conta hoje com 9 empresas em diferentes áreas de atuação e um modelo onde a integração de disciplinas está no centro da sua atividade.

 

ÁREAS E SETORES DE CRESCIMENTO

Sem surpreender, o estudo aponta 4 áreas de crescimento no passado que são igualmente apontadas como as áreas de crescimento no futuro mais próximo: comunicação digital, onde a área de influencer marketing terá um papel fundamental, gestão de reputação empresarial, comunicação de marketing e Public Affairs.

Por setores de atividade, as empresas de tecnologia, grande consumo, farmacêuticas (healthcare) e financeiras são as que puxam o setor.

 

INVESTIMENTOS

Transversal é a perceção de que os clientes valorizam cada vez mais as capacidades de social media e gestão de comunidades e sobretudo criação de conteúdos altamente criativos e emocionais, sendo por isso as áreas onde as empresas mais investem. Não obstante, as tradicionais áreas de media relations e consultoria, não estão a perder terreno na perceção de importância dos clientes (estão a perder terreno no mix de faturação), sendo ainda a principal razão pela qual as empresas de PR são procuradas por clientes.

 

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