Especial Agências de Comunicação

Que respostas dão as agências de comunicação

A Meios & Publicidade volta a entrevistar os principais responsáveis por agências de comunicação no mercado nacional e conclui que “após vários anos com os fees a encolher e os clientes a pressionarem as margens, o mercado da comunicação está a recuperar mas longe da situação ideal. Para além do nível de preços praticado, os métodos de trabalho adaptaram-se, o tipo de serviços tem vindo a evoluir para novos territórios e o sector tem hoje um perfil muito diferente.”

O CEO do grupo Lift World sublinha que “os clientes precisam de ver valor acrescentado e, com a perda de relevância dos media tradicionais, os clientes procuram soluções que tenham impacto directo nas vendas ou que lhes aumentem a reputação que, indiretamente, terá também impacto nas vendas”. Esse imperativo, explica, tem a ver com o facto de que “o sector das relações públicas e consultoria em comunicação está a mudar significativamente, o que quer dizer que quem se mantém na guerra de preços pelo mesmo tipo de serviço de assessoria de imprensa não irá ver disponibilidade dos clientes para aumentar preços”. “O caminho é claro, integrar numa estratégia credível e baseada em dados ferramentas como os conteúdos ricos e canais digitais, em processos de comunicação mais criativos”, identifica Salvador da Cunha.

No mesmo sentido da integração, Salvador da Cunha considera que “existem três grandes áreas em que as agências de comunicação têm de investir para voltarem a ser relevantes: criatividade, conteúdos e digital”. Na opinião do CEO do grupo Lift World, que arrancou com a Lift Consulting e expandiu o negócio com unidades em áreas como o design, digital, eventos ou activações, “só integrando os serviços tradicionais com estas três áreas se consegue aumentar a relevância e por essa via os fees”. “Têm também de saber interpretar o posicionamento e a oferta dos clientes e ter a habilidade de propor novos formatos que correspondam às novas formas de consumo de informação por parte dos públicos-alvo”, acrescenta, frisando que “apostar na criatividade, dominar a envolvente digital, gerir a relação com os novos influenciadores, desenvolver a produção de conteúdos para quem os procura, incorporar métricas e analytics e integrar tudo isto em relações públicas tradicionais, agora mais digitalizadas, é a receita vencedora”.

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